"..... até que entra Allen Ginsberg, lenda viva da poesia beat americana. De macacão jeans, muleta, perna engessada, barba desgrenhada, senta numa cadeira e começa:
I saw the best minds of my generation destroyed by madness, starving hysterical naked, dragging themselves through the negro streets at dawn looking for an angry fix,
Hipsters de cabeça de anjo ansiando pelo antigo contato celestial com o dínamo estrelado da maquinaria da noite ... "
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UMA HISTÓRIA À MARGEM
porão da casa de cultura laura alvim
de/com: chacal
direção: alex cassal.
operação de som, luz e vídeo: pedro montano.
produção: bárbara fontana
(vieira souto, 176 / tel: 2267-4307)
terça e quarta - 21 hs - ingresso: 20,00.
domingo, 7 de abril de 2013
allen ginsberg
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terça-feira, 19 de março de 2013
poderia estar
eu poderia estar enganando em alguma agência de publicidade ou inventando a "verdade" em algum órgão da grande imprensa, mas estou só contando minhas irrelevantes aventuras em "uma história à margem", terças e quartas, às 21 hs, na casa de cultura laura alvim, av. vieira souto, 176, ipanema. a direção é de master alex cassal.
eu e aderbal freire filho.
sou muito fã desse cara.
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domingo, 17 de março de 2013
Maria Cabral
Maria Cabral escreveu sobre a peça.
Fico meio sem palavras. Apenas agradeço
e vou com mais força para a reestréia.
" Escrevi sobre sua peça. Espero que goste. Pra você:
Chacal, esse homempoeta
Começa a peça. O que dizer daquele homem de torso nu e cabeça de touro? O que pensar de quem que faz e fala e vive poesia, e que faz da poesia uma coisa viva e próxima e nossa? Melhor sentir, deixar vir.
Ele recita “uivo” do Ginsberg, revivendo a experiência que teve ao ouvir em Londres o próprio gritar seu poema sem fim. Estremeço.
Chacal, não só para os íntimos, mas para todos, conta de uma Ipanema que já não mais existe. E revive no palco fragmentos da vida que viveu. E que vida. Vitalidade pura. Uma vida que dá vontade de viver. Uma vida de excessos, de amizades, de acontecimentos, de mar, de palavras, de amores. E, lindamente, uma vida de poeta.
Um poeta que sobrevive pra continuar narrando, inventando e fazendo arte. Um poeta de grandes olhos azul piscina, azul celeste, azul profundo, azul clarinho, azul carinho. Uns olhos que te encaram durante uma peça que é desnudamento, conversa entre amigos, entrega, festa, ação, diversão, emoção, tesão, respiração e, claro, e, sempre, poesia (na veia). Aguenta coração ".
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sábado, 16 de março de 2013
TERCEIRA TEMPORADA
TERCEIRA TEMPORADA DA PEÇA.
AGORA NO EPICENTRO ONDE QUASE TODAS AS HISTÓRIAS QUE CONTO ACONTECEM.
UMA HISTÓRIA À MARGEM
autor / ator : chacal
direção:
alex cassal
luz:
andrea capella.
cenografia:
andré weller.
música:
rafael rocha
arte: cubículo.
operador:
pedro montano.
produção:
bárbara fontana.
apoio: blooks
3ª e 4ª às 21 hs na Casa de Cultura Laura Alvim
(Sala Rogério Cardoso) Av. Vieira Souto, 176,
Ipanema.
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19:20
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terça-feira, 17 de julho de 2012
charme da simpatia / if 6 was 9 / jimi hendrix
cheiro estranho
havia um cheiro estranho no ar
alguma coisa ia acontecer
não era um velório ou mesmo procissão
quando uma batucada começou
o charme custou mas saiu
e esse samba ninguém mais segura
são muitos tambores brilhando na chuva
e pingos de lama manchando o cetim
o rei da tristeza não quer
mas eu faço a poesia
um dia eu invento a piada
o rei vai morrer de alegria
paulinho "menor" amorim / anos 70 / charme da simpatia / rio
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03:55
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segunda-feira, 16 de julho de 2012
crítica pádua fernandes
fiquei muito feliz com a crítica de pádua fernandes sobre minha peça. coisa de quem entende das coisas. crítica única, já que a peça é muito fora da caixinha p/ a crítica convencional. mas o que importa é o abraço sincero dos amigos, conhec...idos e desconhecidos de várias gerações q tem ido ver. as três ou quatro palavras de “valeu. me amarrei. me dá saudade de um tempo q não vivi”. “legal vc ter sobrevivido pra contar”. a crítica do pádua, só dá força para a escolha q fiz há muito tempo: chegar ao outro através da palavra potente, começando com a escrita, depois a falada, a entoada e agora a encenada. “o homem é o desenvolvimento da sua linguagem” (j. salomão).
pra quem não viu, são as últimas duas semanas no sérgio porto (até 29/07). sex sáb 19 hs dom 18 hs. cheguem cedo. 35 lugares. que venham novas temporadas. estou aprendendo.
pra quem não viu, são as últimas duas semanas no sérgio porto (até 29/07). sex sáb 19 hs dom 18 hs. cheguem cedo. 35 lugares. que venham novas temporadas. estou aprendendo.
foto: cafi.
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Chacal, a poesia e o duplo
Creio que há poetas melhores do que Chacal, porém não sei de ninguém que seja mais poeta do que ele. É certo que viveu também de música, principalmente produção de rock, e de outros ofícios artísticos. Não obstante esses outros afazeres, ele é um exemplo de alguém que se dedicou a escrever, publicar, produzir, encenar poesia, e abrir espaço para os versos de outros.
Raríssimo caso de poeta não ressentido com o mundo acadêmico, já o vi dizer mais de uma vez que não vê problema em ser criticado ou em ser pouco estudado naquele meio. Lembro de um jantar em que um mau poeta-músico reclamou do pequeno número de teses sobre si mesmo; chegou ao ponto de queixar-se de uma resenha favorável de certa professora, por não ter conseguido entender o texto - embora percebesse que era positiva!
Faço notar que a resenha era perfeitamente inteligível, o mau poeta-músico é que tinha problemas de leitura. Reclamou, em seguida, que a universidade deveria abandonar os consagrados e apoiar os escritores novos. Chacal, muito elegante, ouviu tudo e respondeu calmamente que não achava que esse fosse o papel da universidade...
Em Uma história à margem (Rio de Janeiro: 7 Letras), que já tenho mas ainda não li, Chacal propõs-se a escrever um romance autobiográfico. É esse livro que está sendo levado aos palcos, no exercício perigoso de retratar-se duplamente, pois não só Chacal escreveu sobre si, como interpreta a si mesmo em cena.
Vi o espetáculo ontem no SESC Copacabana. Chacal é dirigido por Alex Cassal, que assina com ele a dramaturgia. O poeta é o único artista no palco, mas quem decide pela poesia não pode ter medo... E Chacal, que tanto se apresentou em público, e tanto fez no CEP 20.000, está mais do que à altura desses riscos. Poesia também é risco, por sinal, como lembraria Augusto de Campos, que é citado no espetáculo, embora Charles Peixoto e Waly Salomão, companheiros de geração (e, muitas vezes, de estética, ao contrário dos concretistas, cujo projeto é muito diferente), estejam - como deveria ser - bem mais presentes.
A encenação é tão simples quanto eficaz: bananas, a barba de Allen Ginsberg, alguns lps, folhas, um megafone, batom, um pano azul que serve de ondas e de parangolé são alguns dos poucos elementos com que Chacal retrata as décadas de 1970 a 1990 (principalmente), de que ele foi um dos personagens. Os mimeógrafos, o Circo Voador, o CEP 20.000 estão presentes, assim como a praia, as drogas, as prisões. Trata-se menos de uma poesia que se quer fazer vida do que uma vida que se entende como poesia.
Chacal fala, declama, pula, dança e canta (principalmente samba) e não há instante que sugira que o poeta e performer esteja a fazer pose. Nota-se que ele não quer se institucionalizar, o que seria fatal para sua poética e sua utopia.
Mesmo quando a poesia não é tão boa assim, presa a trocadilhos sonoros (Ginsberg, invocado mais de uma vez, foi capaz de livros muito diferentes - e muito bons - como o Uivo, o Kaddish e América; não há essa variedade nem mesmo em Drops de abril), o corpo de Chacal habita-a e torna-a credível como texto teatral.
Dois dos graves acidentes que sofreu, e que poderiam tê-lo matado, são retratados sem autocomiseração alguma no espetáculo. Vejo nisso a questão do duplo: Chacal é, entre outras coisas, um sobrevivente, e sua trajetória fez-me pensar que a poesia tem uma vida tão acidentada quanto a dele, e ela também resiste na a
Raríssimo caso de poeta não ressentido com o mundo acadêmico, já o vi dizer mais de uma vez que não vê problema em ser criticado ou em ser pouco estudado naquele meio. Lembro de um jantar em que um mau poeta-músico reclamou do pequeno número de teses sobre si mesmo; chegou ao ponto de queixar-se de uma resenha favorável de certa professora, por não ter conseguido entender o texto - embora percebesse que era positiva!
Faço notar que a resenha era perfeitamente inteligível, o mau poeta-músico é que tinha problemas de leitura. Reclamou, em seguida, que a universidade deveria abandonar os consagrados e apoiar os escritores novos. Chacal, muito elegante, ouviu tudo e respondeu calmamente que não achava que esse fosse o papel da universidade...
Em Uma história à margem (Rio de Janeiro: 7 Letras), que já tenho mas ainda não li, Chacal propõs-se a escrever um romance autobiográfico. É esse livro que está sendo levado aos palcos, no exercício perigoso de retratar-se duplamente, pois não só Chacal escreveu sobre si, como interpreta a si mesmo em cena.
Vi o espetáculo ontem no SESC Copacabana. Chacal é dirigido por Alex Cassal, que assina com ele a dramaturgia. O poeta é o único artista no palco, mas quem decide pela poesia não pode ter medo... E Chacal, que tanto se apresentou em público, e tanto fez no CEP 20.000, está mais do que à altura desses riscos. Poesia também é risco, por sinal, como lembraria Augusto de Campos, que é citado no espetáculo, embora Charles Peixoto e Waly Salomão, companheiros de geração (e, muitas vezes, de estética, ao contrário dos concretistas, cujo projeto é muito diferente), estejam - como deveria ser - bem mais presentes.
A encenação é tão simples quanto eficaz: bananas, a barba de Allen Ginsberg, alguns lps, folhas, um megafone, batom, um pano azul que serve de ondas e de parangolé são alguns dos poucos elementos com que Chacal retrata as décadas de 1970 a 1990 (principalmente), de que ele foi um dos personagens. Os mimeógrafos, o Circo Voador, o CEP 20.000 estão presentes, assim como a praia, as drogas, as prisões. Trata-se menos de uma poesia que se quer fazer vida do que uma vida que se entende como poesia.
Chacal fala, declama, pula, dança e canta (principalmente samba) e não há instante que sugira que o poeta e performer esteja a fazer pose. Nota-se que ele não quer se institucionalizar, o que seria fatal para sua poética e sua utopia.
Mesmo quando a poesia não é tão boa assim, presa a trocadilhos sonoros (Ginsberg, invocado mais de uma vez, foi capaz de livros muito diferentes - e muito bons - como o Uivo, o Kaddish e América; não há essa variedade nem mesmo em Drops de abril), o corpo de Chacal habita-a e torna-a credível como texto teatral.
Dois dos graves acidentes que sofreu, e que poderiam tê-lo matado, são retratados sem autocomiseração alguma no espetáculo. Vejo nisso a questão do duplo: Chacal é, entre outras coisas, um sobrevivente, e sua trajetória fez-me pensar que a poesia tem uma vida tão acidentada quanto a dele, e ela também resiste na a
legria de fazer.
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domingo, 15 de julho de 2012
nascimento do minotauro
papo gigante
às vezes queria q minha peça durasse muitas horas. que cada assunto que eu fosse falando - poesia anos 70, asdrubal, circo voador, blitz, performances, cep 20.000 - entrasse um ou mais pessoas e também contasse suas lembranças. ia ser um pa...inel monumental. são assuntos caros a várias gerações. mas são assuntos muitas vezes recalcados por pertencer a um tempo onde ainda se sonhava em mudar o mundo. hoje a ordem unida é a eficiência e a adequação ao deus mercado. tô fora. utopia forever. let's play that.
às vezes queria q minha peça durasse muitas horas. que cada assunto que eu fosse falando - poesia anos 70, asdrubal, circo voador, blitz, performances, cep 20.000 - entrasse um ou mais pessoas e também contasse suas lembranças. ia ser um pa...inel monumental. são assuntos caros a várias gerações. mas são assuntos muitas vezes recalcados por pertencer a um tempo onde ainda se sonhava em mudar o mundo. hoje a ordem unida é a eficiência e a adequação ao deus mercado. tô fora. utopia forever. let's play that.
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