quarta-feira, 17 de julho de 2013

UHM ON TOUR


                    UHM EM ITAGUAÍ - SANTA CATARINA
                          10 / 07 / 2013


                      PETRÓPOLIS - QUITANDINHA
                           18 / 07 / 2013

quarta-feira, 26 de junho de 2013

black block

o capitalismo aderna e naufraga. o capitalismo faz água. baumaniemos: o neoliberalismo, forma terminal do capitalismo, se baseia no consumo, na concentração de renda e na exclusão. qual o papel do estado? vigiar e punir (nenhuma “autoridade” se manifesta contra a violência da polícia. muito menos a mídia). as mega incorporações (bancos, indústrias, empreiteiras, etc) dão as ordens. elas não tem cara. seu maior disfarce. a mídia e a segurança pública, seus paus mandados.

o mundo se globalizou faz tempo. tanto a ação quanto a reação. brasil, turquia, países árabes, espanha, new york, tudo a mesma luta contra o neoliberalismo excludente terminal. as armas e os métodos da polícia, a estratégia da mídia, criadora de mentiras q viram verdades, são transnacionais. de outro lado, os governos populares da américa latina, os sit-ins, os black blocks, a descentralização do comando, as redes sociais, tudo se espalhando pelo mundo.

gostaria de calar e dormir, mas como astrofísicos, quando descobrem que a luz pode ser onda e partícula ao mesmo tempo e que a linguagem, baseada no isso ou aquilo, não dá conta de expressar, astrofísicos que não conseguem calar, querendo anunciar paratodos suas descobertas.

a polícia apresenta suas armas. não sei bem como driblá-las. a união de milhares de pessoas e as urnas são nossas poucas armas. a vida combatendo a morte. faz bem se alimentar bem para manter a saúde, o discernimento, o entusiasmo. e vamos pra cima. a vida pode mais que a morte.





quarta-feira, 5 de junho de 2013

crítica de rodrigo monteiro


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Uma história à margem (RJ)

Ricardo Chacal é o autor e o ator de
"Uma história à margem"
Foto: divulgação

Cheio de grandes contribuições

Uma história à margem” é uma delícia de espetáculo até que o público perceba que o ator/personagem está, na realidade, apenas contando a sua vida. Nesse momento, já passados os sessenta primeiros minutos de apresentação, faz as contas na cabeça: se Chacal está falando dos anos 80 e estamos em 2013, ainda faltam trinta anos para ser contados. Ou seja, o monólogo parece que vai durar mais umas quatro horas. A conclusão, que felizmente não é verdadeira, é fatal para a fruição. Caem por terra, todas as boas expectativas construídas antes dessa sensação. Duas questões são negativas no sentido de que embasam esse momento de crise: a) a dramaturgia, que insere repetidamente no diálogo expressões como “em mil novecentos e setenta e três, ...”, marcando a linearidade da narrativa; b) a má organização dos momentos estéticos, que distribui regularmente (o que é monótono) algumas construções que poderiam estar na apoteose. De resto, vale dizer que o espetáculo é imperdível para quem se diz fazer literatura, música e também teatro no Rio de Janeiro, além daqueles que viveram (na realidade ou em suas mentes) os anos 70, 80 e 90 na Cidade Maravilhosa.

O Chacal ator e o Chacal personagem se confundem na peça que acontece a partir do livro homônimo autobiográfico do poeta carioca Ricardo Chacal. Se o personagem, nesse sentido, tem verve performática, o espetáculo, ainda que flerte com esse tipo cênico-textual (a performance), é uma peça formal. Com isso, quer-se apontar para o fato de que, em “Uma história à margem”, há momentos cheios de marcas de imprevisibilidade, mas a narrativa é sustentada sobre pistas de marcação, prévia combinação e de planejamento. Nesse sentido, o mais interessante da fruição é o privilégio que o espectador atento sente de estar diante de uma das figuras mais importantes da cultura brasileira contemporânea e ouvir, de sua própria boca, o testemunho de fatos que marcaram a nossa história artística e cultural. Sem abrir mão do efeito de denegação (o que impede o público de invadir o espaço cênico e interromper o ator em suas falas), a peça consegue deixar o público à vontade sobretudo pela forma bastante simples com que todos os efeitos são engendrados. Tudo parece ser caseiro, artesanal, puro e, considerando a história que está sendo contada, a forma se casa perfeitamente com o conteúdo e o quadro resultante é forte, coeso e coerente.

Chacal se descobriu poeta no início dos anos de 1970 e, jovem, viveu a efervescência cultural da cidade de forma intensa. As descobertas sexuais, as drogas, o esporte, as noites de bebedeira, os shows, os contados com artistas, com a política, os dramas financeiros, tudo isso faz parte desse quadro que vai sendo pintado aos poucos. A linearidade da narrativa, como já se apontou, é um problema porque prenuncia não só o final da história, mas a durabilidade da narração. A falta de boa hierarquia na distribuição dos acontecimentos cênicos prejudica igualmente o que há de puramente cênico no espetáculo. Sobre essa segunda questão, pode-se citar, com um entre vários exemplos, a forma como o “acidente” é narrado em cena. O artifício utilizado (quem assistir à peça saberá qual é) é belo demais para acontecer naquele momento uma vez que, na sua sequência, não haverá outros como ele ou ainda mais belos. Em outras palavras, o final do espetáculo segue uma linha descendente que até encontra um final interessante, mas que não supera o seu início.

Ricardo Chacal é carismático e a proximidade providenciada pelo pequeno espaço da Sala Rogério Cardoso da Casa de Cultura Laura Alvim lhe é ainda mais favorável. O uso da voz e do corpo é boa, o espaço cênico é bem aproveitado, os movimentos são potentes e significativos. A direção de Alex Cassal é bastante criativa por se pautar no bom uso de materiais simbólicos: o vermelho do outono londrino, o píer de Ipanema, velhos grampeadores, o papel crepom roxo. Todos os elementos se comunicam igualmente entre si de forma que a estrutura manifesta um quadro autorreferencial e positivo. O uso da trilha sonora e da iluminação são bastante positivos igualmente.

Apesar das dificuldades, eis aí uma produção cuja importância é inegável do ponto de vista de sua realização, mas também por sua contribuição às artes cênicas, à literatura e, principalmente, à cultura brasileira.

*
Ficha técnica:

De/ Com: Ricardo Chacal
Direção: Alex Cassal
Pperação de som, luz e vídeo: Pedro Montano.
Produção: Bárbara Fontana

domingo, 7 de abril de 2013

allen ginsberg

"..... até que entra Allen Ginsberg, lenda viva da poesia beat americana. De macacão jeans, muleta, perna engessada, barba desgrenhada, senta numa cadeira e começa: 

I saw the best minds of my generation destroyed by madness, starving hysterical naked, dragging themselves through the negro streets at dawn looking for an angry fix,
Hipsters de cabeça de anjo ansiando pelo antigo contato celestial com o dínamo estrelado da maquinaria da noite ... "


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UMA HISTÓRIA À MARGEM

porão da casa de cultura laura alvim

de/com: chacal
direção: alex cassal.
operação de som, luz e vídeo: pedro montano.
produção: bárbara fontana

(vieira souto, 176 / tel: 2267-4307)
terça e quarta - 21 hs - ingresso: 20,00.



terça-feira, 19 de março de 2013

poderia estar

eu poderia estar enganando em alguma agência de publicidade ou inventando a "verdade" em algum órgão da grande imprensa, mas estou só contando minhas irrelevantes aventuras em "uma história à margem", terças e quartas, às 21 hs, na casa de cultura laura alvim, av. vieira souto, 176, ipanema. a direção é de master alex cassal.




eu e aderbal freire filho.
sou muito fã desse cara.


domingo, 17 de março de 2013

Maria Cabral


Maria Cabral escreveu sobre a peça. 
Fico meio sem palavras. Apenas agradeço 
e vou com mais força para a reestréia.

" Escrevi sobre sua peça. Espero que goste. Pra você:



Chacal, esse homempoeta

Começa a peça. O que dizer daquele homem de torso nu e cabeça de touro? O que pensar de quem que faz e fala e vive poesia, e que faz da poesia uma coisa viva e próxima e nossa? Melhor sentir, deixar vir.
Ele recita “uivo” do Ginsberg, revivendo a experiência que teve ao ouvir em Londres o próprio gritar seu poema sem fim. Estremeço.
Chacal, não só para os íntimos, mas para todos, conta de uma Ipanema que já não mais existe. E revive no palco fragmentos da vida que viveu. E que vida. Vitalidade pura. Uma vida que dá vontade de viver. Uma vida de excessos, de amizades, de acontecimentos, de mar, de palavras, de amores. E, lindamente, uma vida de poeta.
Um poeta que sobrevive pra continuar narrando, inventando e fazendo arte. Um poeta de grandes olhos azul piscina, azul celeste, azul profundo, azul clarinho, azul carinho. Uns olhos que te encaram durante uma peça que é desnudamento, conversa entre amigos, entrega, festa, ação, diversão, emoção, tesão, respiração e, claro, e, sempre, poesia (na veia). Aguenta coração ".






sábado, 16 de março de 2013

TERCEIRA TEMPORADA


TERCEIRA TEMPORADA DA PEÇA.

AGORA NO EPICENTRO ONDE QUASE TODAS AS HISTÓRIAS QUE CONTO ACONTECEM.





UMA HISTÓRIA À MARGEM 
autor / ator : chacal
direção: alex cassal
luz: andrea capella.
cenografia: andré weller.
música: rafael rocha
arte: cubículo.
operador: pedro montano.
produção: bárbara fontana.
apoio: blooks

3ª e 4ª às 21 hs na Casa de Cultura Laura Alvim
(Sala Rogério Cardoso) Av. Vieira Souto, 176,
Ipanema.